O LÍDER SALVADOR DA PÁTRIA X O BOM LÍDER

Geralmente, a pessoa que se sente “o salvador da pátria”, nunca diz não para ninguém. Tudo o que as pessoas pedem a ele, ele diz “sim”. E, justamente, por dizer “sim” para todo mundo, ele acaba ficando com a sua imagem “queimada”. Veja, apesar desta pessoa achar que está fazendo o “bem”, na verdade, além dela não estar fazendo o “bem” que gostaria, ainda fica “queimada”. Por quê? Porque, geralmente, ou esta pessoa não consegue fazer aquilo que ela se comprometeu em fazer, ou acaba fazendo mal feito o que se propôs.

Somos ensinados que devemos servir uns aos outros, mas a responsabilidade do problema que cada um está passando é de cada um. Todos devem estar prontos para ajudar. Entretanto, o que não se pode fazer é absorver o problema alheio para si ou querer se comprometer com coisas que não se conseguirá fazer.

Cada um que deseja ajudar o próximo precisa saber os seus limites para que a responsabilidade do problema alheio não seja tirada da pessoa, bem como, da certeza de até aonde ela pode ajudar; ou seja, até aonde ela “dará conta” de ajudar. Porque não adianta dizer “sim”, se não se vai conseguir cumprir o que se comprometeu a fazer.

O “salvador da pátria” pode ser reconhecido por viver estressado com problemas que não são dele. Ele está tão acostumado a carregar problemas alheios que carrega problemas da parentela toda, dos discípulos todos, da casa dele e, como conseqüência disto, vive sobrecarregado, mal humorado e desanimado.

Os verdadeiros líderes sabem medir o que é responsabilidade dele, daquilo que é a responsabilidade de quem ele está ajudando. Ele sabe discernir se o que ele vai fazer vai ajudar, sem que ele absorva a “carga” alheia. Ele sabe ajudar da maneira certa.

O bom líder compreende que não deve dizer “sim” para todo mundo. Para tudo o que se diz “sim”, é preciso que se leve a responsabilidade até o final. Mas, se a pessoa diz “sim” sempre, torna-se inviável a conclusão de tudo com o qual ela se comprometeu. Em algum momento, ela vai falhar ou deixar a desejar.

Não se pode agradar a todos. Quem vive a “síndrome do salvador da pátria” quer ver todo mundo feliz e quer agradar a todos a sua volta. Qual o problema? O preço a ser pago. Enquanto ele se esforça para fazer todos ficarem felizes, ele mesmo está estressado, cansado, desanimado e mal humorado, triste e infeliz.

É preciso ajudar as pessoas a serem felizes, sem esquecer-se de si próprio. E, para isto, cada um deve ter, e assumir, a sua responsabilidade, além de só ajudar dentro daquilo que se alcança.

Ajudar uns aos outros é diferente de “tomar para a si a carga” uns dos outros. Ajudar a “carregar” é uma coisa, carregar sozinho o que não é seu, é outra totalmente diferente.

É preciso saber ajudar para que todos alcancem a verdadeira felicidade.